quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

A magia do Natal existe, assim como o espírito natalino

Pesquisa da Dinamarca tenta mapear no cérebro a presença do espírito natalino. Longe das universidades, quem ama a data afirma que a emoção que acompanha esta época vem do coração


Casas enfeitadas, músicas alegres, comida farta e atos de solidariedade são elementos essenciais para se preparar para o Natal. Em dezembro, mensagens de amor ao próximo enchem o coração da população, mas, na verdade, pesquisadores dinamarqueses descobriram que o espírito natalino não está necessariamente no peito, e, sim, no cérebro. Em um estudo publicado no jornal científico britânico The BMJ, uma equipe de investigadores do Rigshospitalet, hospital afiliado à Copenhagen University, deu os primeiros passos para localizar o tal espírito de Natal na mente humana. Usando uma máquina de ressonância magnética, eles mapearam quais as regiões do cérebro são ativadas nesta época do ano.

A pesquisa nasceu da vontade de ajudar pessoas que não conseguem entrar no clima festivo. “Em todo o mundo, estima-se que milhões de pessoas são propensas a exibir deficiências no ‘espírito de Natal’, depois de muitos anos celebrando esse dia”, explicam os pesquisadores. “Nós chamamos isso de síndrome do ‘Bah! Humburg!’ — que pode ser traduzido como ‘síndrome da farsa’, nome que faz referência ao personagem Ebenezer Escrooge, criado por Charles Dickens, que acredita que o Natal é uma mentira comercial. A localização precisa desse espírito é um passo fundamental para ajudar esse grupo de pacientes”, afirmam.

Para o estudo, os pesquisadores recrutaram 20 voluntários dinamarqueses. Metade (oito homens e duas mulheres) foram catalogados como celebradores da festa. Os outros (mais uma vez, oito homens e duas mulheres) foram classificados como pessoas sem afinidade com a data. Os voluntários foram submetidos à ressonância magnética funcional de seus cérebros, enquanto assistiam a uma série de 84 imagens, usando um óculos de vídeo. Algumas das imagens evocavam a época do ano, como as ceias e ambientes com decorações típicas.

Embora ambos os grupos tenham mostrado fluxos semelhantes de sangue em seus cérebros, uma análise mais aprofundada dos exames revelaram diferenças importantes entre eles. Ao assistir às cenas natalinas, as pessoas que disseram comemorar a data demonstraram maior atividade sanguínea em várias áreas específicas do cérebro, incluindo os lóbulos parietais e o córtex pré-motor.

Os lóbulos parietais, apontam os pesquisadores, têm sido associados, em estudos anteriores, à “autotranscendência”, um traço da personalidade que demonstra predisposição para a espiritualidade. Já o córtex pré-motor frontal foi identificado como a área do cérebro na qual as pessoas compartilham emoções com os outros. “Embora alegres e intrigantes, os resultados devem ser interpretados com cautela”, explicam os investigadores. “Algo tão mágico e complexo como o espírito de Natal não pode ser totalmente explicado, ou limitado, por uma atividade cerebral mapeada”, concluem.

Segundo o psicólogo Vladimir Melo, muitos sentimentos atrelados a essa época podem ter relação com as lembranças da infância ou com acontecimentos marcantes. Ele ainda acrescenta que o estágio da vida da pessoa também é algo que deve ser levado em consideração na hora de avaliar as emoções experimentadas no Natal. “O início de uma família, por exemplo, pode ser um momento propício para cultivar a imagem de Papai Noel e o hábito de dar presentes”, esclarece o psicólogo. E mesmo que o costume de celebrar não seja muito forte na família, ele garante que ainda há um grande apelo social e comercial da data, o que torna quase praticamente impossível se manter completamente indiferente às comemorações.

Cadê Papai Noel?
Algumas pessoas perdem o encanto com a data assim que a crença em Papai Noel é desfeita. A ideia de não ter um bom velhinho por trás de toda magia, luzes, surpresas e sentimentos positivos pode ser desmotivante para alguns. A expectativa de os presentes, simplesmente, “aparecerem” embaixo da árvore é trocada pelas filas longas dos shoppings; a fartura da ceia, substituída por horas espiando o pernil assar são alguns detalhes para quem chega à vida adulta, ou à adolescência, e descobre que a poesia da época é fruto da imaginação humana.

Mas esse não é o caso da universitária Ana Beatriz Azevedo, 18 anos. Acostumada a passar a data com a família e sempre cheia de planos com as primas, para ela, o Natal nunca perdeu o que chama de “vibe diferente”. É assim que ela define o sentimento de chegar em casa, depois de um dia cansativo, e se deparar com a decoração natalina, que, segundo ela, traduz uma “sensação de fim de ano”: hora de fechar ciclos, iniciar outros e curtir as tão esperadas férias.

“Como somos seis primas com idades muito próximas, o Natal sempre foi sinônimo de brincadeiras, presentes e comida boa”, relembra Bia, animada. Para ela, a véspera é o dia mais esperado, no qual a ansiedade e a felicidade ficam mais afloradas. “Mesmo depois de todas nós descobrirmos que o Papai Noel é uma fantasia, ainda ficamos muito ansiosas para saber quais serão os presentes. É uma tradição na nossa família”, admite.

Alguns trocam a animação de criança por uma cara emburrada na hora da ceia ou fazem questão de reclamar nas redes sociais com posts mal-humorados. Mas Ana Beatriz prefere manter os hábitos da infância e ainda ajuda a decorar a casa dos pais e dos avós. “Sempre tomo a responsabilidade de decorar a casa porque amo como fica. Decidi, este ano, ajudar meus avós porque eles já estão com 80 anos e não conseguem mais fazer. Minha avó fica muito feliz. Ela adora a casa enfeitada.” A estudante também curte as brincadeiras de amigo-oculto, o clima festivo e amoroso e, claro, as comidas “boas”. Perguntada sobre quais seriam, ela faz uma lista: “Chester, tender, rabanada...”

Por: Raphaele Caixeta e Vitor Sales | Fonte: Correio Braziliense

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

#VidadePacienteRenal - #YourLifeofRenalPatient


#VidadePacienteRenal: o iminente transplante de rim traz insegurança à mente de Éderson. Mas a convivência com sua esposa e seu filhinho é o alicerce que o mantém firme.

Sua #VidadePacienteRenal tem detalhes que o preocupam. Receios. Mas esta é a sua vida e ele não espera que ninguém a substitua. Ele deseja confiança e amparo. Por isso estamos com ele.

"Não existe medo que me afaste daqueles que eu amo. Nem doença. Nem transplante.”- Éderson


#YourLifeofRenalPatient: The impending Kidney transplant brings insecurity to Éderson's mind. But coexistence with his wife and his little boy is the foundation that holds him firm.

Your #YourLifeofRenalPatient has details that worry you. Fears. But this is his life and he does not expect anyone to replace it. He desires trust and protection. That's why we're with him.

"There is no fear that distances me from those I love, nor disease, nor transplantation." - Éderson

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

#VidadePacienteRenal - #YourLifeOfRenalPatient


#VidadePacienteRenal: Quando Jéssica foi diagnosticada com insuficiência renal, soube que não seria capaz de trabalhar como antes.

Sua #VidadePacienteRenal pode trazer inúmeras limitações. Mais ainda é sua vida. E nós podemos orientar e apontar caminhos para minimizar essas limitações. Venha falar conosco. Temos muito a oferecer.

"A doença assusta, mas nossa força interior é ainda maior do que ela ”- Jéssica

#YourLifeOfRenalPatient: when Jessica was diagnosed with kidney failure, she knew she would not be able to work as she had.

Your #YourLifeOfRenalPatient can bring numerous limitations. Even more is your life. And we can guide and point out ways to minimize these limitations. Come and talk to us. We have a lot to offer.

"The disease scares us, but our inner strength is even greater than it" - Jessica

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Feliz Dia do Médico | Happy Physician's Day

Club de Saúde | Banco de Remédios | Studio Jurídico


Nossa homenagem aos profissionais da medicina, cuja dedicação transforma e salva vidas.
Os profissionais que disseminam as mensagens do bem, como o conceito da doação de órgãos.
E que, também, dedicam seu tempo e energia para promover a pesquisa científica, na intenção de qualificar nosso dia a dia.


Our homage to medical professionals whose dedication transforms and saves lives.
Professionals who disseminate good messages, such as the concept of organ donation.
And that, too, they dedicate their time and energy to promote scientific research, in the intention to qualify our day to day.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Agradecimento


Caros amigos e colaboradores,

Lá se vão 33 anos desde que passei por um transplante renal. Foi no distante sete de outubro de 1985. E é esta data que sempre me conduz a reflexões e a uma considerável dose de emoções.

Naquela época, a intervenção cirúrgica deu-se no Hospital São Lucas da PUC de Porto Alegre (RS), nas mãos da competente equipe do Dr. Domingos Otávio D'Avila, entre outros profissionais de extrema competência e expertise no assunto. Tanto, que o sucesso do procedimento representou um divisor de águas em minha vida, como não poderia deixar de ser.

Antes de chegar ao transplante propriamente dito, foram longos anos de tratamento medicamentoso e posterior hemodiálise, muitas infecções e baixas hospitalares. Período no qual pude colocar em perspectiva meu foco e a forma como passei a enxergar minha existência e as condições de vida que o ser humano passa a experimentar neste mundo em que vivemos. Uma experiência transformadora.

Tanto que, desde então, tenho devotado minha vida ao trabalho voluntário em prol da saúde. Assim, passei a nortear minhas atitudes, não na simples vontade de fazer, mas sim no fazer. Naquele momento começou a nascer a SOS Rim, uma associação que passou a lutar pelos direitos sociais do doente renal crônico. Os anos foram passando e fomos aprendendo com as adversidades que não deveríamos desistir e sim aprimorar nossos objetivos. Desta forma, iniciativas como o Banco de Remédios e o Club de Saúde puderam tomar forma e se consolidar como opções viáveis aos cidadãos e cidadãs de baixa renda ou sem acesso a opções que contemplem suas necessidades.

Um trabalho incansável, aonde muitas dificuldades precisaram e ainda precisam ser superadas. Um trabalho aonde novos desafios surgem a cada dia. Mas este trabalho tornou-se cada vez mais gratificante por se tratar de um real benefício à comunidade.

E é pela oportunidade de poder realizar esse trabalho que agradeço. É pela minha vida renovada. É pela longevidade que supera todas as expectativas. É por todas as conquistas que pontuaram o transcorrer de todos esses anos. É por tudo isso que eu agradeço. Aos médicos, às equipes, aos hospitais, aos amigos e familiares, que me acompanharam em toda essa trajetória, que agradeço à todos por acreditarem na minha capacidade de tornar possível.

Muito mais está por vir. Outras lutas. Outras vitórias. Estes 33 anos foram apenas uma introdução do que virá. E muito mais virá.

Neste ensejo, a todos que há muito vêm nos apoiando, bem como aos recém chegados, além da gratidão, faço um apelo: permaneçam conosco, pois neste momento estamos criando à Dámaso MacMillan Foundation, cuja missão é aumentar nossa participação em outras áreas da saúde como também nossa atuação em outras áreas geográficas, Nosso propósito é uma atuação multidisciplinar em diversos empreendimentos, como uma Pesquisa Científica Internacional, voltada a qualidade e longevidade de vida dos pacientes renais e a Campanha permanente “Seja Doador de Órgãos” que precisam de toda energia possível e de muitas mãos. Para que se atinjam o pleno êxito. Solicito que Participem e Colaborem, Como nunca!

Conto com todos. Sou grato a todos. E o nosso caminho continua!

Dámaso MacMillan | Chairman

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Transplante de fígado - doador cadáver


O que é o fígado e qual a sua função?

O fígado é a maior glândula e o segundo maior órgão do corpo humano. É constituído por milhões de células, chamadas de hepatócitos, responsáveis por produzir substâncias importantes para o equilíbrio do nosso organismo.

Suas principais funções são: armazenamento e liberação de glicose, metabolismo dos lipídeos, metabolismo das proteínas, síntese da maioria das proteínas do plasma, processamento de drogas e hormônios, destruição das células sanguíneas desgastadas e bactérias, emulsificação da gordura durante o processo de digestão através da secreção da bile, entre outras.

O órgão fica localizado ao lado direito do abdômen e, apesar de ter uma ótima capacidade de recuperação, algumas doenças podem provocar insuficiência hepática, levando o paciente ao óbito. Nestes casos, pode ser que haja a indicação médica para ser feito o transplante de fígado.

Quando se iniciou o processo de transplante?

Em 1963, foi realizado o primeiro transplante de fígado nos Estados Unidos. Na cidade de Denver, o doutor Thomas Starzl realizou a operação numa criança de três anos, que morreu durante o procedimento cirúrgico. Ainda no mesmo ano, este médico realizou outros dois transplantes de fígado, mas os pacientes acabaram vivendo pouco tempo. Em 1967, o doutor Thomas Starzl repetiu o mesmo tipo de cirurgia de transplante de fígado e conseguiu que o paciente sobrevivesse por um período mais longo. No entanto, o receptor morreu por conta das metástases de um câncer anterior ao transplante.

Já, na América Latina, em 1968, o primeiro transplante de fígado foi feito com sucesso no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo pela equipe do doutor Marcel Cerqueira César Machado. Desde essa cirurgia, a técnica vem sendo desenvolvida e o número de transplantados aumenta a cada ano. Com isso, mais vidas são salvas.

Quando o transplante de fígado deve ser indicado?

A principal causa é a cirrose hepática, caracterizada pelo dano irreversível das células hepáticas. Esta doença ocorre quando a anatomia normal do fígado é substituída por tecido de cicatrização, o que deteriora a função hepática. Hepatites B e C, hepatite autoimune, álcool, cirrose biliar primária, colangite esclerosante e cirrose biliar secundária são algumas das condições que podem causar a cirrose hepática no ser humano e, consequentemente, levar à necessidade de um transplante do órgão.

Qual é o perfil do melhor doador cadáver?

O doador ideal é um jovem, sadio, que tenha sido atendido imediatamente depois do ocorrido e, na qual, ainda não tenha havido a deterioração de órgãos vitais, como fígado, rins e coração.  Já, o doador não ideal é aquele mais idoso, que teve um tempo mais prolongado de permanência na UTI, indicando a necessidade do uso de substâncias vasoativas para mantê-lo hemodinamicamente estável. Neste caso, a recuperação do órgão doado pode ser de maior risco aos paciente, além de ser mais lenta.

Como é o transplante de fígado com doador cadáver?

Primeiramente, é necessário que a família do doador autorize a utilização do órgão.  E esta é uma atitude muito importante, porque a fila de transplante é grande. Exemplo disso é que cerca de metade dos pacientes que precisam realizar um transplante de fígado no Estado de São Paulo morrem antes de conseguir um doador. Dessa forma, o ideal é que as pessoas, em vida, manifestem às suas famílias a vontade de doar seus órgãos, depois da morte. Este ato pode salvar vidas.

Após essa etapa, uma equipe especializada retira o fígado inteiro e preserva em soluções de preservação especiais em baixa temperatura, para ser transportado para o hospital onde haverá o transplante.

A cirurgia do receptor envolve três principais etapas:

  1. Fase da Hepatectomia total – momento o qual é realizada a cirurgia para retirada do fígado doente do paciente, momento relacionado com maior risco de sangramentos;
  2. Fase anepática – período após a hepatectomia em que o paciente fica sem fígado, o que na realidade demanda atenção, pois o fígado é um órgão vital;
  3. Fase de Implante do fígado doado –  envolve suturas nas principais vias sanguíneas que passam pelo fígado (veia cava, veia porta e artéria hepática) e o restabelecimento do fluxo da bile, que é produzida no fígado e lançada no duodeno (parte do intestino). Este procedimento é bastante complexo e dura, em média, de seis a oito horas. Antes do implante do órgão, uma importante a etapa é a de preparo do órgão, chamada back-table, a qual tem o objetivo em realizar o preparo e adequar o calibre e o tamanho do órgão e dos vasos.

Algumas soluções são realizadas para a maior segurança do procedimento com um todo, principalmente os cuidados hemodinâmico e anestésico no intra-operatório, como a monitorização central, cardíaca, periférica, controle da temperatura e a técnica de transplante de fígado chamado de piggy-back, o qual mantém a veia cava íntegra do receptor. Assim como a evolução anestésica e hemodinâmica no intra-operatório, outro fator muito importante é o avanço da imunossupressão, que são drogas realizadas no momento da cirurgia para evitar a perda do órgão doado (rejeição).

Como é o pós-operatório?

Cada cirurgia depende das condições do paciente transplantado e também da qualidade do órgão doado. Na verdade, se o receptor se encontrar em situações favoráveis, pode suportar melhor a operação. Se o fígado é advindo de um doador ideal, a recuperação, consequentemente, é mais rápida.

Entretanto, se o órgão veio de um doador considerado não ideal ou até mesmo o receptor já havia sido operado anteriormente ou sua doença estava em estágio mais avançado, a recuperação pode ser mais complicada e demorada.

Após a cirurgia de transplante de fígado, é possível que o paciente fique de um a dois dias em uma unidade de terapia intensiva, caso não haja alguma complicação, e depois já deve começar a se alimentar. Em geral, o tempo de internação pode variar de uma a duas semanas, podendo se estender dependendo de cada caso.

Além do cuidado com o transplante, o tratamento do paciente deve ser voltado para a doença que ocasionou a lesão do órgão. Isso porque parte dos portadores de cirrose pode evoluir para câncer de fígado enquanto aguarda a cirurgia. Este desenvolvimento precisa de mais cuidados e aumenta o risco depois da operação. Quando o caso é de hepatites B ou C, é preciso tomar as medidas necessárias também, para que não o problema não retorne principalmente da hepatite C, algo que é mundialmente conhecido no meio médico.

Há riscos para o receptor?

Como qualquer procedimento, o transplante de fígado está contemplado com riscos. Primeiramente, o receptor tem riscos relacionados a cirurgia propriamente dita, como sangramento, problemas na via biliar; ou relacionados com o grau de sua doença de base, ou seja, quanto mais grave o paciente mais riscos existem para o paciente. A ideia é oferecermos o tratamento ideal no melhor momento do paciente.

Após o período inicial, os outro problemas estão relacionados a piora da função renal, infecção, problemas biliares e a rejeição do fígado, que ocorre quando não está adequado o nível terapêutico da medicação.

No entanto, há sempre a possibilidade do fígado, assim como qualquer órgão, não funcionar após a operação. Quando essa situação acontece, o paciente volta para a lista de espera e é priorizado para receber um novo órgão, urgentemente.

Como funciona o processo de doação de fígado?

O paciente, que necessita da doação de transplante de fígado, é inscrito em lista única de espera da Secretaria de Estado da Saúde, no caso de São Paulo, de acordo com a compatibilidade sanguínea.

O critério é baseado na gravidade da doença, chamado de MELD (Model for End-Stage Liver Disease). O índice corresponde a um valor que varia de 6 a 40, mostrando a urgência do caso de cada paciente. Semelhante ao MELD, crianças e adolescentes menos de 18 anos são listados respeitando o sistema PELD (Pediatric End-Stage Liver Disease).

Calcule seu MELD, clicando aqui.

Em casos urgentes, como hepatite fulminante, re-transplante e trombose da artéria hepática, há prioridade na lista de espera do transplante de fígado.

Veja aqui o link da Secretária de Estado da Saúde de São Paulo.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Campanha Setembro Verde destaca a importância da doação de órgãos

Para auxiliar em nossas campanhas, clique aqui.


Para marcar a passagem do “Dia Nacional da Doação de Órgãos”, a ser lembrado no dia 27 deste mês, foi instituído o Setembro Verde. A iniciativa tem como objetivo ressaltar a importância da doação de órgãos. O primeiro transplante de órgãos bem-sucedido foi de um rim, ocorrido em 1954, nos Estados Unidos. Passadas mais de seis décadas, o avanço da medicina permitiu os mais variados tipos de transplantes, como os de coração, fígado, pulmões, pâncreas, pele e córnea.

Em Sorocaba, o Banco de Olhos de Sorocaba (BOS) abriga o maior centro de captação e transplante de córneas da América Latina. Fundado em 1979, o trabalho do BOS começou em uma pequena sala do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), como relembra o superintendente da instituição, Edil Vidal de Souza. “Captávamos as córneas e enviávamos para serem transplantadas em hospitais da capital paulista. Depois, fomos para a funerária Ofebas, onde nosso trabalho começou a ganhar destaque, após a chegada do Pascoal Martinez Munhoz, gestor que assumiu o BOS com a missão de fechá-lo, mas que enxergou o enorme potencial e lutou para transformá-lo no que é hoje”, recorda.

Atualmente, o BOS realiza cerca de 500 captações por mês, ou seja, mil córneas, como comenta Hudson Silva, um dos coordenadores do banco. “Acredito que a razão para nos mantermos na liderança é consequência da grande presença do BOS. Estamos com pontos de captação em três regiões do estado: em Campinas, nos municípios de Americana, Campinas, Jacareí, Jundiaí, Piracicaba, São José dos Campos e Sumaré; na Grande São Paulo, com unidades em Itaquaquecetuba, Itaim Paulista, São Paulo, Mogi das Cruzes e Sorocaba, onde está localizada a sede, além de postos em Itapeva e Itu”, elenca. Cada uma dessas regiões é gerenciada de forma independente pela Secretaria Estadual de Saúde, através da Central de Transplantes, que segue as diretrizes do Ministério da Saúde, que regulamenta o transplante de órgãos no Brasil. As córneas são doadas a partir da autorização de familiares de pessoas falecidas.

Para que esse trabalho aconteça é preciso que existam doadores. E o Setembro Verde visa reforçar uma campanha permanente em busca dessa conscientização. Diferentemente da catarata, que ocorre com maior frequência em pessoas acima dos 60 anos, as doenças que podem levar à necessidade de um transplante de córnea podem surgir em qualquer idade, explica o médico oftalmologista Luciano Bertolini Andrade. “As principais causas do transplante de córnea são o ceratocone, a distrofia de Fuchs, também chamada de distrofia endotelial da córnea e lesões traumáticas, como arranhões causados por objetos ou infecções, a exemplo das motivadas pelo uso incorreto de lentes de contato. Essas doenças ocorrem na faixa etária entre 20 e 40 anos.”

O avanço da tecnologia na área de transplantes também contribui muito para o sucesso destas intervenções. “Uma das técnicas mais avançadas é a DMEK, de transplante lamelar, onde somente a parte interna da córnea é transplantada. Quase não há pontos cirúrgicos e a alta do paciente ocorre no mesmo dia, sendo que a recuperação total ocorre entre dois e três meses”, explica Bertolini.

Foto: GettyImages | Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul